Esse blog é todo em prosa (poética), onde ficção e militância se apresentam misturadas. Bem-vindxs ao que há de mais honesto em mim.
3 de abr. de 2012
Sou carne da carne que vocês feriram, sou sangue do sangue que vocês derramaram
Pena que nessa foto não dá para ver quão pichada estava a camisa e as mãos pintadas de vermelho sangue...
No rosto e no pescoço são todos nomes de meus familiares que foram torturados/perseguidos. Estão escritos: Aquino (avô), Cid (Benjamin, primo), Cesar (Benjamin, primo), Ruth (Cascón, tia-avó) e Iramaia (Benjamin, tia-avó). Nas costas tem ainda Cascón (tio-avô) e, na blusa, tem Regilena (minha vódrasta), Jaime e Maria Lúcia (Petit, que não são parentes, mas são como se fossem).
Sendo que eu descobri que esqueci de nomes. Meu bisavô, o jornalista Pedro da Motta Lima também foi perseguido (pelo Vargas e pelos milicos, por sinal) e morreu no exílio. Uma das minhas primas, a Marta foi presa também. Meu avô postiço, pai da minha madrinha, Laci Felício também foi preso... (vou acrescentando mais nomes e corrigindo erros de memória nesse post conforme meus familiares forem lembrando deles)
22 de mar. de 2012
20 de mar. de 2012
Bárbara
Bárbara era alta demais, larga demais e peluda demais para ser considerada bonita. Bárbara não era especial, nem criativa, nem boa em matemática. Era filha única de pais que trabalhavam o dia inteiro e cresceu em silêncio ouvindo os diálogos da T.V. que, como todos os diálogos ao seu redor, não lhe perguntavam nada. O cabelo de Bárbara era crespo demais, cheio demais e começou a ser alisado assim que seus seios começaram a surgir. Ninguém perguntou se ela gostava de seu cabelo, de seus pelos, de sua altura, de seu peso.
Bárbara comia cheetos e via desenhos, angustiada demais para encarar o dever de matemática, história ou português. Angústia era uma palavra difícil que ela não conhecia e que a acompanhou a vida toda, incompreendida como Bárbara.
A escola chutava ela ano após ano, exibindo-a nas estatísticas de aprovação e frequência. Bárbara copiava a matéria furiosamente para não ter que entender o que dizia a professora ou ouvir os colegas que lhe machucavam. Ela não odiava ninguém, só chegava em casa e corria à televisão para aplacar o silêncio.
Às vezes ia à praia quando os pais a levavam e ficava sentada na areia querendo voltar para os salgadinhos e a T.V.
Foi na praia que sentiu. Podia ver que, longe, no horizonte, encontraria os desejos, as perguntas e o aconchego que jamais tinham chegado a ela. Lembrando as aulas de natação que tinha frequentado há mais de dez anos, entrou na água sem perguntar a ninguém e nadou até sumir.
Bárbara comia cheetos e via desenhos, angustiada demais para encarar o dever de matemática, história ou português. Angústia era uma palavra difícil que ela não conhecia e que a acompanhou a vida toda, incompreendida como Bárbara.
A escola chutava ela ano após ano, exibindo-a nas estatísticas de aprovação e frequência. Bárbara copiava a matéria furiosamente para não ter que entender o que dizia a professora ou ouvir os colegas que lhe machucavam. Ela não odiava ninguém, só chegava em casa e corria à televisão para aplacar o silêncio.
Às vezes ia à praia quando os pais a levavam e ficava sentada na areia querendo voltar para os salgadinhos e a T.V.
Foi na praia que sentiu. Podia ver que, longe, no horizonte, encontraria os desejos, as perguntas e o aconchego que jamais tinham chegado a ela. Lembrando as aulas de natação que tinha frequentado há mais de dez anos, entrou na água sem perguntar a ninguém e nadou até sumir.
14 de mar. de 2012
8 de mar. de 2012
Oito de Março de Dois Mil e Doze
Como eu disse para as minhas calouras e os meus calouros hoje, o Dia Internacional de Lutas da Mulher não é para lembrar como nós somos lindas, maternais, dóceis e gentis. Não somos heroínas de ninguém, não somos alicerce de ninguém. Somos seres humanos completos, nossas próprias heroínas, nos movemos com nossas próprias forças e sangramos nosso próprio sangue.
Fazer piadinha com o 8 de Março não é engraçado, não é original e não é revolucionário. É infantil, bobo e reprodutor de tudo o que todos os programas da grande mídia passam o tempo todo.
O Dia Internacional de Lutas da Mulher é de luta mesmo. É a data em que começou a Revolução Russa e que só começou graças a uma greve de operárias tecelãs. Elas puxaram a Revolução quando o Partido Bolchevique achava que ainda não era a hora, o resto só as acompanhou.
No Dia Internacional de Lutas da Mulher, ninguém deixa de ser estuprada, violada, morta, agredida, assaltada, humilhada só porque é o "nosso dia". Só recebo com alegria os "parabéns" por esse dia do meu avô (e de poucos outros), porque ele me parabeniza por ser uma companheira vibrante de luta e diz que ama me ver no front de batalha (ou seja, fazendo alguma passeata por aí). Porque ele não me parabeniza pelas supostas conquistas do "sexo belo" ou pela minha intensa fertilidade que traz novos homens ao mundo, ele me parabeniza por minhas lutas e por lembrar daquelas que lutaram antes de mim.
No Dia Internacional de Lutas da Mulher, tenho nojinho das campanhas tortas e das mensagens equivocadas que vejo por aí, tenho nojinho daqueles que enfatizam apenas o que já é enfatizado todo santo dia, tenho nojinho dos homens que até no nosso mísero dia querem monopolizar a atenção.
Mas se tem uma coisa que me deixou muito feliz hoje foram minhas calouras e meus calouros. Tudo bem, a programação ficou toda confusa e atarantada, foi um surto meu e do C.A. achar que as calouras e os calouros iam aderir em massa a assistir dois filmes de militância feminista no mesmo dia e o filme sobre a Pagú foi uma decepção. Mas o debate de manhã foi ótimo, com posicionamentos muito interessantes (vindos de calouras e calouros), ninguém apelou para a religião... Calourinhas e calourinhos que estiverem lendo isso: estou encantada com vocês.
E fiquei encantada com "Revolução em Dagenham". Muito bom, muito bem filmado, com personagens apaixonantes e o foco principal todo na greve e na militância. Isso saiu como eu tinha gestado e sonhado.
Acho que esse post ficou meio esparso, um pouco confuso e atirando para vários lados. Faço essa autocrítica. Embora nem todos os posts tenham que ser excelentes (eu ia escrever "geniais", só que comecei a pensar em qual post meu considero genial e cheguei a conclusão que a resposta é "nenhum". Sou louca por achar confortador não estar na prateleira dos gênios? Mais divagações, mais divagações) e estou cansada de coerência de pensamento, de ordenação e Ordem.
Tentando finalizar com alguma coisa decente: não me parabenizem, não me louvem, não me ignorem, não me olhem de cima. Lutem comigo.
Fazer piadinha com o 8 de Março não é engraçado, não é original e não é revolucionário. É infantil, bobo e reprodutor de tudo o que todos os programas da grande mídia passam o tempo todo.
O Dia Internacional de Lutas da Mulher é de luta mesmo. É a data em que começou a Revolução Russa e que só começou graças a uma greve de operárias tecelãs. Elas puxaram a Revolução quando o Partido Bolchevique achava que ainda não era a hora, o resto só as acompanhou.
No Dia Internacional de Lutas da Mulher, ninguém deixa de ser estuprada, violada, morta, agredida, assaltada, humilhada só porque é o "nosso dia". Só recebo com alegria os "parabéns" por esse dia do meu avô (e de poucos outros), porque ele me parabeniza por ser uma companheira vibrante de luta e diz que ama me ver no front de batalha (ou seja, fazendo alguma passeata por aí). Porque ele não me parabeniza pelas supostas conquistas do "sexo belo" ou pela minha intensa fertilidade que traz novos homens ao mundo, ele me parabeniza por minhas lutas e por lembrar daquelas que lutaram antes de mim.
No Dia Internacional de Lutas da Mulher, tenho nojinho das campanhas tortas e das mensagens equivocadas que vejo por aí, tenho nojinho daqueles que enfatizam apenas o que já é enfatizado todo santo dia, tenho nojinho dos homens que até no nosso mísero dia querem monopolizar a atenção.
Mas se tem uma coisa que me deixou muito feliz hoje foram minhas calouras e meus calouros. Tudo bem, a programação ficou toda confusa e atarantada, foi um surto meu e do C.A. achar que as calouras e os calouros iam aderir em massa a assistir dois filmes de militância feminista no mesmo dia e o filme sobre a Pagú foi uma decepção. Mas o debate de manhã foi ótimo, com posicionamentos muito interessantes (vindos de calouras e calouros), ninguém apelou para a religião... Calourinhas e calourinhos que estiverem lendo isso: estou encantada com vocês.
E fiquei encantada com "Revolução em Dagenham". Muito bom, muito bem filmado, com personagens apaixonantes e o foco principal todo na greve e na militância. Isso saiu como eu tinha gestado e sonhado.
Acho que esse post ficou meio esparso, um pouco confuso e atirando para vários lados. Faço essa autocrítica. Embora nem todos os posts tenham que ser excelentes (eu ia escrever "geniais", só que comecei a pensar em qual post meu considero genial e cheguei a conclusão que a resposta é "nenhum". Sou louca por achar confortador não estar na prateleira dos gênios? Mais divagações, mais divagações) e estou cansada de coerência de pensamento, de ordenação e Ordem.
Tentando finalizar com alguma coisa decente: não me parabenizem, não me louvem, não me ignorem, não me olhem de cima. Lutem comigo.
1 de mar. de 2012
Laura, A vida íntima de.
O que começou como uma brincadeira, uma espécie de passatempo das horas vagas, tornou-se para Laura um problema. Talvez escritores mais tradicionalistas escrevessem aqui “uma dor de cabeça”, mas dor de cabeça se cura com remédio e tem diversos diagnósticos. O problema de Laura não se curava com remédio nenhum e só tinha um único diagnóstico, por mais difícil que fosse de aceitá-lo.
Tudo bem que alguns senhores respeitáveis - e senhoras respeitáveis também, porque idiotice não é ligada a nenhum cromossomo, infelizmente, porque, se idiotice fosse ligada ao cromossomo X, Y ou Z, ela que poderia ser tratada como se trata uma doença: com remédios, injeções e até profilaxia - apresentavam diariamente supostas curas para o problema de Laura. Alguns falavam em religião, mas Laura não tinha religião nem deus desde que era criança e percebeu que não queria divindade nenhuma olhando sua vida por cima do ombro como um jogador de The Sims. Outros se apresentavam como cientistas e enumeravam inúmeras terapias que resolveriam, desfiavam rosários de contas sobre distúrbios que poderiam provocar o problema de Laura, que seria só um sintoma. Esclarecendo: nenhum deles apresentava nada diretamente a Laura, e sim nas mídias e nas conversas de bar, porque Laura não falou sobre o seu problema com ninguém; ela não achava que estava doente, mas sabia que o mundo em que vivia estava sim. Esse era o verdadeiro problema de Laura: o mundo em que vivia.
E quando ela percebeu que não pensava mais “se eu fosse homem...” para depois pensar sobre atração sexual por alguma mulher, Laura entendeu que o seu passatempo de analisar as curvas femininas além da sua própria no espelho (que ela fazia com mais curiosidade do que admiração) tinha virado um problema. Ela não entendeu-entendeu a princípio, ela só entendeu-sentiu. Sentiu que não conseguia mais ficar perto de algumas amigas sem querer acariciá-las, sentir a maciez de sua pele e sem pensar em como os olhos delas ficavam bonitos ao sol. Como Laura ainda não entendia de verdade, apenas sentia, isso gerou problemas como cair na armadilha do tal mundo doente e acreditar que isso era apenas competição feminina normal, como se as relações doentias retratadas no cinema devessem ser aceitas como retratos de amizades normais com competição normal entre mulheres (o engraçado é que Laura nunca via essas coisas no cinema quando a amizade era entre homens), e criou rancores e ciúmes e relações inexplicáveis por um curto, porém esquisito, período de tempo.
Laura cresceu e, na faculdade onde ela foi estudar, nas festas que ela frequentava, nos textos que ela lia a tal competição feminina normal não era nada normal e a tal admiração por seios de outras mulheres era algo até aceitável. O mundo continuava doente, só que Laura descobriu que o seu estado não era terminal. Passou a ler e passou a achar esquisitas as coisas que os outros taxavam de normal e a achar normal as coisas que os outros taxavam de esquisitas. O que significava que Laura continuava tendo um problema, apenas agora entendia-entendia que o problema não era dela.
Talvez eu devesse terminar dizendo que Laura arrumou uma namorada e que o problema de Laura com os outros passou a ser um problema para elas tratarem juntas, talvez eu devesse terminar dizendo que Laura foi vítima de um ataque machista e apanhou muito ou morreu para que os leitores aprendessem a lição (que, no caso, eu não consigo dizer quais leitores aprenderiam qual lição). Talvez eu devesse colocar um poema de protesto e dizer que Laura pintava o rosto em manifestações por aí. Tudo bem, Laura trepava e tinha namoradas e pintava o rosto em manifestações por aí, mas ela não era só isso. Laura-lésbica, Laura-militante, Laura-estudante... Todas são Laura, mas o mais importante é que Laura era uma mulher. Laura é muitas mulheres, muitas de nossas amigas e companheiras e colegas e conhecidas. E eu não posso dar um final para Laura, porque ainda não descobri qual será ele.
17 de fev. de 2012
Sociedade Burra ou Sistema Torpe? (PARTE II)
Para completar, Matheus Bresolin, a fonte de quem meus amigos estão compartilhando a comovente história do professor Maurício Girardi, ainda fez um texto socialmente esclarecedor.
Em seu texto, ele usa como exemplo da degeneração de nossa sociedade o salário de Ronaldinho Gaúcho e o de Francisco Everardo Oliveira Silva. Curioso que ele escolheu dois homens que não se encaixam no padrão “brancos-classe média-de bem” e cujo trabalho é, ou foi, relacionado a fornecer prazer aos outros. Ronaldinho é jogador de futebol (e a soma citada no texto de Matheus é a conta final, acrescida do dinheiro dos patrocinadores, cujos lucros exorbitantes e sua aplicação Matheus sequer pensa em questionar) e Francisco Everardo foi, antes de ser democraticamente eleito como deputado federal (o mais votado do Brasil), um palhaço. O Tiririca.
Eu poderia entrar na questão do porquê suas profissões (e a de profissional do sexo e a de artista plástico e a de músico e todas as que dão prazer aos outros) são postas como menos importantes do que a do ilustre professor de física (uma matéria exata, que lida apenas com números, que não tem subjetividades, que serve para fazer coisas de homem como pontes e prédios –sim, estou sendo irônica em todas as colocações sobre a qualidade e a utilidade da Física), mas vou deixar vocês se questionarem sobre isso. Agora, na hora de se questionarem, se perguntem por que o trabalho anterior de Francisco é tão importante para a construção do seu status social que o trabalho atual que ele realiza como deputado não tem nenhuma importância para julgar o merecimento de sua cadeira na Câmara, na ótica de Matheus e daqueles que compartilham seu texto.
Depois, para defender o aumento salarial para professores de Ensino Médio, Matheus nos mostra a sua Bastilha, o símbolo de sua indignação: “Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um ‘ACT’ ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental” (nota: só eu acho que esse “nada contra” dele é igual ao “até tenho amigos negros” que a gente ouve por aí?).
Como isso é possível?! Um senhor professor ganhando o mesmo que um funcionário graduado apenas no Ensino Fundamental?! Claro que não tem importância nenhuma dizer qual é o cargo desse funcionário hipotético, os riscos que ele corre em seu trabalho, sua carga horária, o tempo que fica de férias, a qualidade do seu ambiente de trabalho ou sua estabilidade no emprego! Não importa nada a respeito disso além de pontuar que é uma humilhação para um homem de bem, com diploma no ensino superior, ganhar o mesmo que um reles semi-analfabeto! É por isso que precisamos aumentar o salário dos professores, não para que eles comprem mais livros ou tenham estabilidade financeira para melhorar sua qualidade de vida, NÃO! É para corrigir essa aberração social que é a paridade de salários entre um Professor e um mero operário!
Aí o nosso amigo Matheus se aventura na deliciosa arte da ironia “propondo” uma mudança na grade horária das escolas. Uma grade horária que estivesse mais de acordo com os valores da nossa degenerada sociedade atual. O único comentário que tenho a fazer sobre isso é: só eu achei muito curioso que os três tipos musicais escolhidos por ele para colocar nas Aulas de Música no lugar da Mui Nobre Música Erudita sejam oriundos do “povão”?
Para fechar com chave de ouro (ou “clef d'or”, como diriam nossos apreciadores do que é bom no mundo), o autor fecha seu texto com uma tabelinha muito conhecida aqui nas bandas do Rio de Janeiro, que compara os salários de algumas categorias. A última categoria enumerada é a de Deputado Federal, que só existe “para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus ‘bajuladores’ apaniguados naquela manobrinha conhecida do ‘por fora vazenildo’!” como todo mundo sabe (exceto pelo significado de “vazenildo” que nem eu nem o Priberam sabemos o que é).
É isso aí! Parlamentar é tudo farinha do mesmo saco mesmo! Então... então por que utilizar o Francisco (Tiririca) como exemplo do que há de pior? Por que não o Bolsonaro, por que não um homem de bem que se corrompeu e entrou na “vida pública” para FERRAR com a vida de todo mundo?
Como bom homem de bem, Matheus fecha seu texto com um apelo: “Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro. Acorda Brasília, acorda Brasil !”
Eu fecho o meu com um apelo também: desenvolvam senso crítico, amigos de Facebook. Questionem o que vocês leem. Parem de compartilhar essas coisas horrorosas. Ou me coloquem em um grupo chamado “Chatas/Chatos Politicamente Corretas/Corretos Sem Senso de Humor” e Personalizem essas suas publicações para que esse grupo não possa vê-las. Peço porque, para mim, bloquear todo mundo que compartilha coisas assim tomaria muito tempo.
Texto que deu origem ao meu texto:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=325079784195951&set=a.263515097019087.59005.100000817958015&type=1&theater
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